Estes são os Arcanos Maiores da Escola da Fonte. Eles desvelam a história humana. Mas é preciso decifrá-los.
Clique nas imagens para acessar os textos oraculares.
"Caminha com coragem. Relembra quem tu és.
De gota em gota, um caminho de fluidez, onde antes era deserto.
De passo em passo, a Jornada da Tua Alma. O Caminho ensina.
Busca dentro e fora. Encontrarás a Fonte de Amor."
"A mão ergue os instrumentos da criação.
Céu e Terra respondem ao gesto puro.
A Fonte pulsa através do artífice.
O Verbo faz nascer o que ainda não é.
Eis o chamado: realiza o impossível."
Aquieta-te — o Invisível sussurra no silêncio.
Não perguntes: escuta o ventre da resposta.
A romã sabe quando abrir-se.
O saber não desce: emerge do coração maduro.
Senta-te entre os véus e deixa que a Alma lembre.
O Mistério gera Nova Vida, mas só canta para quem cala.
"O ventre da Terra inunda de vida.
Os frutos crescem sob seu olhar.
A Fonte fecunda o campo da alma.
Tudo floresce quando o amor governa.
Eis o chamado: gera e nutre."
"As pedras obedecem ao construtor.
Ordem e lei firmam o caminho.
A Fonte sustenta o trono justo.
Reinar é servir ao equilíbrio de Maat.
Eis o chamado: governa com firmeza e compaixão."
"A mão indica o alto.
A palavra abre o invisível.
A Fonte canta através da tradição.
O iniciado escuta os ecos antigos.
Eis o chamado: transmite a luz."
"Dois caminhos se cruzam no coração.
O amor tece as sendas da alma.
A Fonte sorri na união verdadeira.
Escolher é entregar-se ao que vibra em uníssono.
Eis o chamado: ama com pureza."
"As esfinges cedem ao domínio sereno.
A biga corta os véus do destino.
A Fonte guia o herói através dos portais.
A vitória é fruto da alma alinhada.
Eis o chamado: avança com maestria."
"A fera curva-se ao toque suave.
O vigor cede à ternura firme.
A Fonte repousa no coração manso.
O verdadeiro poder não precisa rugir.
Eis o chamado: domina com doçura."
"A Chama dança na palma da solidão.
O passo ecoa na montanha silenciosa.
A Fonte sussurra ao peregrino atento.
No alto, a Luz do Saber é revelada.
Ela ilumina a Fonte na montanha.
Eis o chamado: busca a verdade interior."
"O giro eterno não conhece fim.
As alturas e os abismos alternam-se.
A Fonte permanece imóvel no centro.
Quem fixa o olhar no Eixo não se perde.
Eis o chamado: rende-te ao movimento sagrado."
A balança revela, não condena.
A pena é leve porque é verdadeira.
Corta, com Amor, as ilusões que pesam.
Afina-te ao Canto da Fonte —
Pois Justiça é vibração em harmonia.
Não estás preso — estás suspenso no Tempo da Fonte.
Tua dor é tambor: escuta o que ela pulsa.
Toda ferida é um convite à escuta interior.
Na pausa, nasce o remédio e o Curador Ferido, e a Cura interior.
Entrega não é queda — é ponte.
O Amor não prende: ancora para despertar.
“Quebra-se o tambor. O pulso cessa.
Mas no ventre do silêncio, o fogo eterno desperta.
A Barca Solar sobe a cachoeira:
o passado afunda, e a memória sagrada ressurge.
O esquecimento é bênção, a Morte é travessia.”
"As águas misturam-se no cálice secreto.
Céu e terra dialogam no equilíbrio.
A Fonte verte na justa medida.
Tudo flui quando o excesso se aquieta.
Eis o chamado: harmoniza teu ser."
Sou tua sombra acesa, teu espelho em fogo.
Minhas correntes são véus: rompe-as com o olhar desperto.
No desejo oculto, arde tua direção.
Se não me temes, eu me desfaço.
Transmuta o abismo em ascensão.
Todo o Medo é uma incapacidade.
Quando nascer a Criança Divina, o Medo sucumbirá.
E verás que o guardião era tu mesmo.
"O que ruir, permite o novo.
Não temas o relâmpago:
ele é a mão da Fonte
derrubando o que não sustenta a Eternidade.
Entrega o que cai.
Permite que a Verdade reconstrua o que jamais poderá ser abalado."
"Após a queda, ressurge a pureza.
Despe o supérfluo.
Confia na Fonte que em ti brota.
Quem dá, transborda.
Torna-te translúcido,
para que o Infinito atravesse tua Alma."
"O véu espesso embriaga os sentidos.
As sombras bailam sobre o espelho das águas.
A Fonte vela no silêncio do inconsciente.
Só o puro atravessa o nevoeiro.
Eis o chamado: durante a noite, caminha com Fé."
Sol, abraça a Alma restaurada.
Três vozes tornaram-se uma só canção:
o Ânimus que guia,
a Anima que acolhe,
a Criança que sorri, sente e confia.
O Labirinto ficou para trás, dissolvido na Luz.
Agora, tudo é clareza:
O Amor é a Fonte.
E o coração desperto é o próprio Mosteiro onde a Verdade habita.
"O que tombou, ergue-se.
O que se partiu, une-se.
As águas da Fonte lavam o que foi esquecido.
Na aurora do espírito, tudo retorna ao seu lugar.
Eis o chamado: ressuscita tua própria essência."
"A roda cessou seu giro.
O caminho tornou-se círculo puro.
A matéria e o espírito repousam em tuas mãos.
Os véus caíram diante da Presença.
Agora, tu e a Fonte sois Um.
Nós Somos a Fonte!"
"Quando fores tudo o que És,
Nada mais precisará ser dito.
Pois tua existência será Cântico.
E tua Presença, Oração."