Joel Franz - Inverno - 2005 (Am)
A luz Azul, acima do luar, no céu,
Nos dá, sem fim, dual, sua sombra e luz.
A escuridão repousa; ou faz temer a quem
Não tem a luz no seu próprio olhar.
Vitória não é ter o próprio pão
Não é ficar de pé no próprio chão
Poder cantar com limpa voz no ar,
Importa ser, bem mais do que estar.
E onde foi que algo se perdeu?
A vida não é mais do que aprender.
O Sol, atrás dos montes, surge no horizonte,
Vai sumindo a luz da Lua...
Estrelas já não brilham? Luz invade tudo,
Era assim que a Luz queria?
Mas eu acredito que Lua está
Com as estrelas, no seu lugar,
E, outra vez, vai voltar brilhar!
Enfim, a Luz, que a Vida faz nascer, também
Cegar, queimar, por certo poderá!
Caminho bom, Sagrado e tão difícil és!
Vermelho estás, crepúsculo solar.
E sigo, assim, até à Estrada Azul chegar,
Da Vida, a lição Falcão vai revelar...
Falcão Azul no céu, sublime revoar,
Sereno revoar!